quinta-feira, 14 de abril de 2011

REFLEXÕES E ATITUDES !



REFLEXÕES E ATITUDES ! (Sergio de Carvalho) 14.04.2011



É preciso sempre:

A compreensão ser maior que as criticas e julgamentos!

O perdão vencer a ingratidão!

A capacidade de amar permanecer acima das decepções!

A humildade derrotar o orgulho!

A fé transcender o abatimento!

Nunca desistir de nobres ideais.

Agir, buscar, confiar e entregar!

Semear apenas o que gostaria de colher pelo caminho!

O jardim florido ser mais vasto que o deserto!

Não fazer aos outros o que não desejas para si !

Agradecer diariamente por tudo e por todos,

Que tanto na alegria quanto na dor,

Ensinam lições fundamentais na existência

Para o necessário crescimento rumo à luz !

segunda-feira, 11 de abril de 2011

SEJA VOCÊ !



SEJA VOCÊ (Sergio de Carvalho)

Personagens não se sustentam por muito tempo.
Mais cedo ou mais tarde a máscara cai.
A farsa é a construção temporária dos iludidos.
A mentira é o frágil refugio dos covardes.
Portanto se você quer algo consistente e duradouro na sua vida,
Seja sempre você mesmo!
Assuma-se seja como for!
Não invente atributos que não lhe pertencem,
Não queiras ser algo que tua consciência não reconheça diante do espelho,
Teu melhor guia é um interior integro que se expressa com palavras e atitudes sinceras.
Não viva segunda as opiniões alheias, porque elas mudam como o vento.
Não permita que o rolo compressor da padronização social, Esmague teus próprios princípios e valores.
Fique atento para que não te percas de si mesmo.
Não deixe que a mediocridade vigente do meio,
Detonem teu jeito único e especial de ser e de existir!
Máscaras, hipocrisias e falsidades:
Tudo que de fato não seja você acabará drasticamente um dia,
Somente tua verdadeira essência permanecerá para sempre.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011




CAMBAXIRRA DO BREJO (Sergio de Carvalho) 21.02.2011

Minhas memórias de infância são povoadas de acontecimentos marcantes com pessoas, plantas, lugares, bichos e natureza em geral.
Quando era moleque, costumava jogar pelada na rua, soltar pipa em cima do telhado da casa da minha vó, e observar quase que diariamente um irrequieto e saltitante passarinho de cor amarronzada, que todos chamavam pelo curioso nome de “Cambaxirra do Brejo”.
O fato é que a tal criatura, era constantemente encontrada fazendo estripulias pelos muitos terrenos baldios alagadiços de Jacarepaguá, onde eu morava.
Naqueles idos tempos de Mutantes, Barca do Sol e Novos Baianos, esses passarinhos não eram raros, pelo contrario, até bastante comuns em seu habitat natural.
Era até mesmo possível ao andar pelos brejos e matagais da região, esbarrar com algum ninho ora com filhotinhos recém-nascidos ou mesmo com dois ou três ovinhos por chocar.
...sempre que os encontrava, procurava dar uma camuflada no ninho para que assim fossem melhor evitados os possíveis predadores.

Totalmente elétrico e ligeiro a Cambaxirra do Brejo ou Curruira, vivia assim feliz e em paz no cantinho que ocupava...
E eu adorava admirar esses alegres passarinhos, que apesar de não ostentarem plumagens vistosas multicoloridas e nem um canto melodioso, possuía como maior atrativo, justamente o seu jeitinho simples e discreto de ser feliz.
Certa vez ao observá-lo, bateu uma repentina inspiração, a qual por volta de 1977, me levou a compor uma musica instrumental em homenagem a esta singela criatura.
Na ocasião fazia parte da banda autoral de progressivo brasileiro chamada “Nascente”.
A musica foi devidamente ensaiada, apresentada ao vivo em alguns shows e felizmente gravada numa fita k7, a qual pude,passados 33 anos em 2011, resgatá-la e atualizá-la passando para o formato digital, mas principalmente emocionar-me ao ouvir novamente a composição e lembrar daquela que foi a fonte da minha inspiração musical.

Infelizmente com o gradual crescimento urbano daquela região, o concreto foi tomando conta do verde que nos rodeava, matando e sepultando numa lapide cinzenta os inúmeros bichinhos que ali viviam.
Com isso, essas adoráveis criaturas também foram desaparecendo da vista dos transeuntes, mas que agora meu coração saudosista a ressuscita vibrando de emoção.


Que Deus abençoe e proteja todas as Cambaxirras do Brejo que ainda existirem no Rio de Janeiro e em todo Brasil !

terça-feira, 23 de novembro de 2010

VIVÊNCIAS NA ROÇA * NOITE !


VIVÊNCIAS NA ROÇA * NOITE (Sergio de Carvalho) 23/11/2010

Nos primeiros anos de vida no sitio, quando nele fui morar em 1980, não havia luz elétrica, nem telefone (internet e celular então nem pensar !).
Imediatamente quando a noite baixava o seu manto, acendia o lampião a querosene ou alguma vela para iluminar a casa.
Nada de televisão ou computador ligados....(será que alguém atualmente na cidade consegue viver ou imaginar-se sem essas coisas ?).
Antes da formação da comunidade alternativa e da afluência dos amigos, experimentei momentos totalmente eremiticos na montanha, cheguei a passar algumas noites sem ninguém para conversar.
Nestas ocasiões, os passatempos noturnos eram basicamente os mesmos e direcionados para a criação artistica, para uma boa leitura, para os prazeres do paladar e para a contemplação das maravilhas da floresta seja da janela do meu quarto ou diretamente ao ar livre.
Munido de criativa simplicidade adentrava a cozinha para um gostoso e nutritivo lanchinho bem natural.
Chá de capim limão ou alguma outra erva medicinal preparado no tradicional e rústico fogão a lenha.
Pão integral, frutas e mel produzidos no próprio sitio faziam a minha alegria gastronômica.
Feliz e satisfeito com o modesto banquete, começava então admirar aquele céu coalhado de estrelas.
A sensação era de êxtase transcendental. A mente viajava longe fitando o infinito !
As noites de lua cheia eram as preferidas, onde a mata ficava literalmente toda prateada e tão exposta pela luminosidade intensa, que conseguia ver e ouvir os animais silvestres eufóricos perambulando pelos caminhos ou em cima das arvores.
A ausência de barulhos urbanos era total.
A sinfonia da floresta reinava absoluta, com seus incontáveis cânticos, pios, chiados, assovios, estalidos e muitos outros barulhos estranhos típicos daquela natureza encantada.
E por falar em encantos, lembro de um mistério que ainda hoje acontece nas montanhas de Vargem Grande.
Trata-se de um fenômeno que os matutos (possuidores de uma imaginação fertilíssima), chamam de “Mãe do Ouro”, que segundo eles vem a ser uma espécie de bola de fogo que aparece principalmente na beira dos caminhos, riachos e cachoeiras ou mesmo no interior da floresta e até na copa das arvores... os relatos são muitos principalmente entre os tais nativos e moradores da roça.
Confesso que nunca me deparei com a tal “Mãe do Ouro”, porem certa vez cheguei a testemunhar junto com alguns amigos da cidade, um fato intrigante. Era um domingo por volta das 7 da noite, voltávamos de um Congresso de Apicultura no Riocentro, e como chovia torrencialmente, o Jeep não conseguiu subir a estrada íngreme e escorregadia do sitio, o jeito fui subirmos a montanha a pé.
Já bem próximos do nosso destino, eis que derrepente notamos uma luz bem forte e sem oscilações, tipo um farol de carro, brilhando imóvel no alto da mata. Paramos todos para ficar ali estupefatos olhando e especulando sobre a origem daquela luz, sem uma resposta racional convincente. Após uns 5 minutos reflexivos e já ensopados pelo temporal, resolvemos seguir em frente, sem qualquer pista ou conclusão sobre o significado daquele enigma, a não ser lembrarmos do velho Shakespeare quando afirmou: “Existem mais mistérios entre o céu e a terra do que possa supor a nossa vã filosofia”.
Recebi também algumas vezes no sitio, grupos de estudos e pesquisas ufológicas que em vigília ficavam na varanda em frente a casa, durante toda noite olhando para o céu, na esperança de flagrarem algum habitante desconhecido passeando pelo Cosmos com sua Espaçonave...certa vez altas horas da madrugada, até bateram na janela do meu quarto me chamando para ver a aparição de um suposto OVNI...minha resposta foi imediata:
Me deixem dormir, não quero saber desse negocio de disco voador, que amanhã preciso levantar cedo para cortar capim e cuidar das cabras e da horta!!!!
O fato é que não me ligava muito nos aspectos sobrenaturais da noite na floresta, ao invés de discos voadores, fadas, gnomos, fantasmas e seres do folclore tupiniquim, preferia a poesia e inspiração que a noite proporcionava.
Assim motivado aproveitava para tocar meu violão, compor e escrever letras de musicas ou simplesmente ficar ali apreciando o pisca-pisca dos incansáveis e graciosos vagalumes e tentando adivinhar qual criatura estaria produzindo tal ou qual sonoridade oriunda daquela exuberante mata atlântica.
O que alias, após anos de atentas observações, me fez conhecer e identificar com exatidão o som de gambás, corujas, morcegos, sapos, pererecas, grilos, bacuraus, guaxinins, jaguatiricas e várias outras criaturas que assim como eu elegeram a floresta como lar e palco para se apresentar.
...e a saga ainda continua !

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


VIVÊNCIAS NA ROÇA (Sergio de Carvalho)

Meados dos anos 80, são 5 da matina no Sitio Sagrado Coração de Jesus em plena Mata Atlântica bem no alto de uma montanha chamada de Toca Grande na região de Vargem Grande, zona oeste do Rio de Janeiro.
O galo cantou, anunciando o dia nascente com o resplendor do sol a despontar no horizonte por traz das montanhas. Levanto abro a janela do quarto e volto a ficar deitado mais um pouco na cama, apreciando o festival de luzes e belas imagens de uma paisagem exuberante tal como num quadro de Van Gogh , bem ali diante de meu olhar embevecido.
Após esta inspiradora contemplação matutina do astro rei acendendo com sua luz o colorido da floresta, tomo um banho frio para espantar o resto de sono, como alguma fruta com cereal integral , coloco as roupas surradas da minha lida diária na roça, calço a tradicional bota de borracha e ferramentas em punho caminho em direção ao dever que me chama no campo.
Começo as atividades do dia pelo Capril, levando o capim cortado e a ração para alimentar os animais e depois lentamente ir fazendo a ordenha das cabras, um trabalho que exige muita higiene e paciência, por se tratar de um produto delicado proveniente de um animal por natureza bastante irrequieto. Com o recipiente cheio volto para casa para coar, pasteurizar e ensacar o leite que será destinado basicamente a mães aflitas que não puderam amamentar e que possuem filhos recém-nascidos alérgicos ao leite de vaca ...alias, comecei a criação de cabras leiteiras, justamente em função do Francisco meu filho que desde 1 ano de idade precisou e foi alimentado por um bom tempo com o leite a principio de uma única cabrinha que recebia tratamento vip, com direito a capim fresquinho, bananas, farelo de trigo, soja, milho, água da fonte e muito espaço para correr.
Logo vieram outras cabras e a criação foi crescendo até virar um empreendimento modestamente lucrativo. A indústria de laticínios ainda nem cogitava a fabricação do leite de cabra em pó e sua venda em Supermercados, o que estimulava e favorecia a produção artesanal tipo"fundo de quintal" como a nossa.
Como naqueles tempos ainda não havia energia elétrica lá no alto da montanha, o resfriamento dos laticínios era feito através de uma geladeira (presente da minha saudosa mãe) movida a gás de cozinha, que funcionava perfeitamente .
Para ajudar no processo de melhorias no sitio, meu irmão Carlos, instalou um gerador a gasolina que abastecia a casa inteira nos momentos que era acionado especialmente a noite, porem com inconveniente da poluição causada pelo barulho e fumaça...logo esse método foi descartado. Depois ele “inventou” um recurso tecnológico mais barato e ecologicamente correto com uma roda movida a água da nascente que descia da serra, a qual alimentava um alternador de carro ligado a uma bateria que nos fornecia luz elétrica de 12 volts, o suficiente para acender lâmpadas e alguns pequenos eletrodomésticos adaptados para tal.
Ainda no frescor daquelas manhãs ensolaradas, a hortinha ao lado da casa, começava também a ser regada e tratada. As ervas daninhas eram arrancadas com cuidado enquanto a terra ia sendo afofada e adubada com composto orgânico que iria nutrir dezenas de mudinhas de alface , couve, cenoura, cebolinha, nabo, rabanete, tomate e o que mais se pudesse cultivar naqueles poucos canteiros cercados com pedras.
A área da roça era bem maior e o trabalho também bem mais pesado e cansativo, pois exigia roçadas e capinas constantes para controlar o mato que crescia mais rápido que o milho, abóbora feijão e a mandioca plantadas no mesmo local.
Em área isolada e protegida ficava o apiário, esta sim a atividade mais importante economicamente desenvolvida no sitio. Mel, Própolis, Cêra...tudo que as abelhas produziam era rapidamente consumido por uma clientela fiel e ávida por aqueles produtos.
Ganhei muitas e dolorosas ferroadas, mas ainda assim compensava e era gratificante, pois alem do puríssimo, nutritivo, saudável e saboroso mel , as abelhas faziam o incansável trabalho de polinização das plantas, o que aumentava sensivelmente a produção de frutas na região....a saga continua nos próximos capítulos !

terça-feira, 9 de novembro de 2010

VERDADE


VERDADE (Sergio de Carvalho ) 8/11/2010

Quero verdade na minha vida!
Quero ser apenas o que sou
Sem jogos nem farsas
Não quero fingir para dissimular
Não quero usar mascaras de ocasião
Não quero a hipocrisia da conveniência tendenciosa
Não quero uma vida de rótulos enganosos
Não quero viver de mentirinha!
Quero verdade na minha vida!
Não quero estar em situações que me afastem de mim mesmo!
Não quero violentar minha consciência falando o que não penso
Nem quero contrariar meu coração expressando o que não sinto
Quero verdade na minha vida!
Não quero fazer nada sem afinidade com meu jeito de ser
Não quero ouvir nem tocar musicas que não tenham a ver comigo!
Não quero comer sem ter fome nem beber sem ter sede
Não quero usar roupas que eu não me sinta bem
Não quero trabalhar no que não gosto
Não quero andar por caminhos que me desviam da meta
Não quero o beijo traidor de Judas nas armadilhas do mundo
Quero amizades sinceras e repartir o pão com quem precisa
Quero estar no meio de animais, plantas e pessoas afins
Quero caminhar ao lado de quem me quer integralmente
Quero romance, cumplicidade e só amor na minha vida!
Quero poder usar meu livre arbítrio para fazer as escolhas certas
Quero ter discernimento apurado para filtrar com sabedoria o que deixo entrar na minha vida.
Quero cultivar valores que acrescentem luz no meu caminho.

E na convivência por entre tantas verdades individuais
Quero saber respeitar com paciência, tolerância e compreensão outras verdades diferentes das minhas.

Mesmo querendo e não querendo tanta coisa no meu universo particular
Espero também mergulhar fundo na verdadeira verdade que liberta
Procurando conhecer a suprema vontade do Criador
e ser feliz com o que Deus quiser de mim!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

FRUTOS SAGRADOS



FRUTOS SAGRADOS (Sergio de Carvalho) 30/10/2010

Deus disse:
“Eis que vos dou toda erva que dá semente sobre a terra, e todas as arvores frutíferas que contem em si mesmas a sua semente, para que vos sirvais de alimento” (Gênesis 1- 29).

O texto bíblico aponta para o extraordinário e saudável alimento oferecido pela mãe natureza : As frutas !
Delas se alimentam uma infinidade de criaturas: Aves, mamíferos, insetos, peixes e os mais diversos povos, raças e nações ao redor do planeta.
A natureza é tão providencial que disponibilizou este sagrado alimento praticamente em todas as regiões do Globo, cada qual com sua espécie nativa inerente ou cultivada por métodos agrícolas cada vez mais sofisticados.
A maior variedade encontra-se em climas tropicais:
Regiões quentes: banana, abacate, manga, goiaba, abacaxi, mamão, caju, carambola, laranja, tangerina, maracujá, melancia, pitanga, sapoti, jaca, jambo, jenipapo, etc.
Regiões frias: uva, pêra, maça, morango, ameixa, damasco, pêssego, figo, caqui , cereja, lichia, romã , etc.
Só para citar algumas das mais conhecidas.
As frutas são um dos poucos e raros alimentos naturais que já vem pronto da fonte, dispensam o uso do fogo, panelas e receitas mirabolantes para o seu preparo e consumo.
Consumir frutas é uma atitude simples, pratica, ecológica e higienica!
Para o seu uso, não é necessario derramentos de sangue, nem aplicar sofrimento,dor ou provocar a morte do ser vivo que as produz para servir-nos de alimento.
Se o fruto maduro não for colhido, no caso das arvores, a própria planta encarrega-se de jogá-lo ao chão para saciar a fome dos que não conseguem alcançá-lo diretamente como os pássaros.
Tanto a medicina holística como a convencional, convergem em suas orientações terapêuticas ao estimular o consumo de frutas como fonte de saúde e bem estar.
Manancial de vitaminas e sais minerais as frutas contribuem para o bom funcionamento de todos os órgãos do corpo.
Tanto atletas como pessoas de vida sedentária, delas obtém os mais auspiciosos benefícios através do seu consumo diário, mantendo a saúde, purificando o sangue, vitalizando os músculos, clareando a mente, fortificando organismos debilitados e proporcionando curas impressionantes .
Saudáveis, saborosas, cheirosas, coloridas e lindas, as frutas encontram-se na energia da bondade e da não violência. Recomendadas em diversas praticas espirituais , são sempre exaltadas por grandes místicos e pacifistas da humanidade, como uma das formas mais sutis e de acordo com os princípios divinos para se nutrir o corpo físico.