segunda-feira, 19 de julho de 2010

Janelas da Alma


JANELAS DA ALMA (Sergio de Carvalho)

Olhar profundo contém

Segredos e sonhos de quem sabe ver

Nele abrem-se as janelas da alma

Mostrando lá no fundo

Quem habita nosso mundo

Pode ser uma estrela

Um livro, uma musica, uma conquista

Uma dor, uma cor, uma flor

Ou mesmo um grande amor a vista

Através dos olhos penetram os momentos

Que fazem parte da nossa vida

Dos mais simples aos mais intensos sentimentos.

A iluminar a visão

Que enxerga com o coração!

domingo, 18 de julho de 2010

Conteudo !


CONTEUDO (Sergio de Carvalho)
Amor
Fé
Verdade
Esperança
Paz
Consciencia
Ideais
Saude
Perseverança
Amizade
Tolerancia
Perdão
Bondade
Cumplicidade
Trabalho
Artes
Musica
Cultura
Compaixão
Altruismo
Sinceridade
Natureza
Fraternidade
Espiritualidade
Jesus Cristo
Deus

Escolhas


ESCOLHAS (Sergio de Carvalho) 13/07/2010

Através do universal direito conferido pelo livre arbítrio
Procuro fazer minhas escolhas!
O que eu quero e não quero na minha vida!

O lugar de morar
Pessoas para conviver
Trabalhos a realizar.

Recuso-me a devastadora contaminação:
Do sistemão esmagador de consciências
Do noticiário nefasto que polui a mente
Das substancias que destroem o corpo
Da mediocridade vigente que entorpece o coração
Da barulhada urbana inimiga da paz
Da substituição do ser humano pela maquina
Da falta de respeito pela natureza
Do materialismo insano
Da ausência de amor e fraternidade na terra.

Em tudo quero estar
Sempre pronto a
Discernir para decidir
Entender antes de aceitar
Aprender para evoluir
Com todas as coisas, atos e fatos na caminhada .

terça-feira, 29 de junho de 2010


PANGARÉ (Sergio de Carvalho) * 30/06/2010

Nobre animal trabalhador,
Que não frequenta Haras,
Nunca provou alfafa,
nem remedios de doutor.

Vive puxando carroça
Pesada e com sol a pino no lombo
Segue pelo asfalto quente cheio de carros e fumaça.

Você não deveria estar nesse lugar
Mas sim correndo pelos campos
Comendo a verde relva
Relinchando com a família
Tua casa é na roça
Passeando com teu dono por uma estradinha de terra.

Pangaré resignado
Enquanto carregas teu fardo pelas ruas da cidade,
Ferradura gasta, pingando suor e dor pelo corpo
Rogo a Deus que te proteja
E inspire a quem serves
A tratá-lo com amor, respeito, gratidão
boa comida e repouso merecido !

segunda-feira, 28 de junho de 2010


PET NOS PÉS (Sergio de Carvalho) * 28/06/2010


A criatividade da necessidade
Aproveita recursos que o sistema joga no lixo
Enquanto poucos esbanjam
Muitos nada tem
Benditas sandálias de plástico descartável
Que nos mostram um outro mundo
Pés empoeirados de pobreza e humildade
Que deveriam comover
Até os corações mais endurecidos
Que deveriam nos fazer pensar
E com outro olhar
Abrir nossos armários abarrotados de calçados
Que não precisamos
E tão pouco usamos
Para doar é preciso amar
Compreender que :
O que nos sobra
É o que falta para o próximo!


CUPIDO DOIDÃO ( Sergio de Carvalho ) 28/06/2010
Cupidos psicodélicos,
Que enviam flechadas muito loucas.
Parece que tomam alguma droga !
Procurando atingir o alvo,
Atiram pro lado errado.
Sorte é encontrá-los sóbrios
Mirando certo no centro
Do amor desejado.

quarta-feira, 23 de junho de 2010


A LENDA DA BOLACHA PRETA (Sergio de Carvalho ) * 23/06/2010
Era triste quando o disco predileto arranhava e ficava pulando!
Arranhou não tinha concerto. Mas havia um “truque” de se colocar uma “moedinha” no braço da vitrola para fazer peso e evitar a repetição ou o pulo no trecho arranhado da musica
Se a agulha do toca-discos não fosse de diamante (será que era de diamante mesmo?), não durava muito e também com o desgaste podia até danificar o vinil.
Geralmente alguns modelos de “Pick-Ups” possuíam uma engrenagem automática onde se colocava vários discos empilhados em cima do prato suspensos e presos numa haste metálica central, que ia soltando os discos um a um assim que o anterior terminava de tocar. Essa tecnologia atualmente pode soar como pré-histórica, mas na época era super funcional e moderníssima e permitia musica tocando durante algumas horas.
Maior corta barato era a necessidade de ficar trocando o lado A pelo B e vice-versa toda vez que uma das faces do disco chegava ao final.
A rotação dos toca-discos no Brasil era sempre de 33/7 para compactos e LPs, mas os compactos importados alem da diferença na rotação que era de 45 rpm possuíam também a particularidade do buraco central ser maior e necessitar de um adaptador para ser tocado.
Nas lojas de discos vendiam uma espécie de Kit para o vinil, contendo um frasco com um liquido de limpeza e uma almofadinha para passar nos discos....Obs: nunca soube do que se tratava aquele liquido e nem se resolvia mesmo!
Recomendava-se também em situações mais drásticas de sujeira na superfície do disco, tais como pó entranhado e marcas engorduradas de dedo , colocá-lo embaixo da torneira e com uma esponja de cozinha e sabão neutro esfregá-lo suavemente no sentido da rotação dos sulcos, para depois deixá-lo secar somente na sombra e nunca no sol, que invariavelmente empenava até discos na capa.
O indevido armazenamento dos LPs também causava vários problemas de empenamento e até poderiam quebrar quando eram empileirados um em cima do outro. O correto era colocá-los nas prateleiras lado a lado!
Comprei alguns discos pelo visual da capa...alias quem não fez isso ? Quando o conteúdo sonoro também correspondia à beleza do invólucro, era a glória total, pois som e imagem se completavam para o deleite dos fãs.
Rolava sempre uma curiosidade em ver a cara dos músicos seja nos encartes ou nas capas, pois naqueles tempos raramente tínhamos acesso a imagens dos integrantes das bandas.
A capa com os desenhos e as fotos sempre chamavam atenção, mas a ficha técnica do disco era solenemente ignorada. Para o ouvinte comum o grande lance era apenas “viajar” no som, numa festa, num clube, numa Boate, no quarto, com luz negra e incensos acesos, dançando ou parado, sozinho ou bem acompanhado dos amigos ou da namorada. Bastava colocar o disco pra tocar, aumentar o volume e curtir o som. Não importava qual estúdio o disco foi gravado, nem quantos canais foram usados, engenheiros de som, produtores, marca de instrumentos e nem mesmo as letras e os músicos integrantes da banda (geralmente tais informações interessavam apenas a jornalistas, críticos, músicos e aficionados ).
Dentro da capa, o vinil apresentava outro invólucro de proteção, que poderia ser de papel ou de um plástico bem fininho (que rasgava fácil).
A qualidade do som dos discos importados era muito melhor do que a sua edição nacional. Aqui no Brasil mutilava-se o disco. Excluia-se faixas e até álbuns inteiros nas edições nacionais. Muitos LPs duplos foram lançados simples e muitas capas também foram drasticamente modificadas.
Tudo isso hoje virou história! As ultimas fabricas de vinil agonizam e cada vez mais o uso e aquisição dos tradicionais discos são exclusividade de alguns poucos colecionadores e saudosistas que garimpam em sebos e nas facilidades da Net a sua bolacha preferida.